O Jantar


Morar sozinha tem lá suas vantagens: Você é a dona do controle remoto, não existe fila de espera no banheiro, ninguém reclama de sua calcinha pendurada no box, o creme dental não é estrangulado ao meio e não há a necessidade de manter a casa rigorosamente em ordem. Mas como tudo nessa vida existem prós e contras...

A hora da refeição é a mais chata. Justamente pelo fato de morar sozinha, quase não cozinho e vivo a comer qualquer coisa que se apresente apetitosa ao olfato e a visão. Ontem, senti uma incrível vontade de cozinhar e resolvi preparar o bom e velho macarrão.

Gosto do penne porque além de ter o cozimento rápido, qualquer gororoba fica chiquérrima feita com ele. Cozida a massa, fiz um molho rosado, com um toque de creme de leite e fritei umas tiras de frango empanado. Quando olhei para as panelas dispostas sobre o fogão, percebi que havia feito o jantar para duas pessoas. Não que eu tivesse esperando alguém para provar a "iguaria", é que meu inconsciente prepara sempre para dois, porque cozinhar para mim mesma é coisa que não me agrada.

Preciso imaginar que alguém especial vai chegar e iremos brindar o prazer de uma maravilhosa companhia. Forrei a mesa com uma toalha branca, arrumei pratos, talheres e copos e abri a janela como a convidar o vento para me acompanhar. Olhei a noite estrelada, clareada pela lua crescente e senti saudades... Ao degustar o primeiro bocado, senti vontade de ouvir: "amor, está maravilhoso!" Mesmo que o elogio fosse apenas a gentileza de um romântico incorrigível. Depois do jantar solítário e saudoso, levei a louça até a pia, lavei e liguei a TV. Ouvi a música característica da chuva, que me fez adormecer e despertar em um sonho nostálgico cheio de felicidade.

2 comentários:

Anônimo 28 de abril de 2010 20:53  

Tudo a seu tempo Debrinha...=)
Chegará....

Marcela Martine 3 de maio de 2010 18:51  

Déboraaaaaa...
Legal seu blog, parabéns!!
Até fundo musical, é d+!!!
Ninguém aguenta nãoooooooooo, essa mulé!!!

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As vezes uma brisa, as vezes um livro, as vezes uma música, as vezes um sorriso, as vezes uma lágrima, as vezes tudo, as vezes nada e sempre uma contradição.