Fim de festa

Esta semana estava querendo me divertir, cair na gandaia, enfiar o pé na jaca como se diz por aí. A turma da faculdade, no intuito de angariar fundos para a formatura, resolveu organizar um evento. Dormi em Maceió na sexta-feira porque sábado, além dessa festa, tinha uma palestra na faculdade com uma fonoaudióloga que iria expor temas relacionados a portadores de necessidades especiais.
Fiquei hospedada na casa de Laura, uma super amiga que encontrei nos bancos acadêmicos. A noite chegou e já que todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite, me arrumei com esmero. Cabelos impecavelmente lisos, jeans, uma blusa super estilosa, e no final, ao me olhar no espelho, me achei linda de verdade.
E lá fomos, Laura, Raquel, Rafa e eu no pelo menos guiado pela anfitriã. Porque como ela mesmo diz, "pelo menos não ando de ônibus". A odisséia começa em como achar o local. Nem GPS encontrava aquele lugar. Eram tantas indicações e todas erradas. Até para um raio cair lá, teria que utilizar o serviço dos correios e telégrafos. Mas enfim, chegamos. Entrei empolgada e... não tinha viva alma além dos organizadores e de um cantor que jurava que estava animando um salão vazio. Comecei a dançar sozinha, porque alguém sempre tem que começar, ?
As pessoas começaram a chegar e o repertório mudou. De forró, passou para um estilo musical (?) inventado na Bahia chamado swingueira e eu sentei para observar as pessoas que dançavam um tipo de coisa mais parecido com acasalamento.
Começamos Laura e eu, a comentar a última moda no corpo das frequentadoras da festa, e claro, a observar os gatinhos que chegavam... Mas a festa ficou infestada por outro bicho que não era gato e se fosse utensílio, jamais seria espada. Percebi naquela noite que o mundo anda muito mais colorido do que eu pensava...
A festa acabou e fomos para a casa. Depois de fazer a romaria deixando cada amigo em seu respectivo lar, chegamos ao apartamento onde eu estava hospedada.
Depois de desabafos regados a café e algumas risadas, nos preparamos para dormir. Ao entrar no banheiro, me deparei um um bichinho pequeno, de uns 03cm de comprimento, castanho, patas pequenas, antenas atentas, que estava dentro da pia e me deixou alerta. "Laura, tem uma barata aqui na pia", falei com nojo e medo (bem mais medo do que nojo). "Mata, mata" ela disse apavorada. "Mas eu tenho medo" respondi. "Você tem medo fofinha, e eu, tenho pânico" replicou. Depois de pensar, peguei o inseticida e atingi aquela desgraçada e deixai-a lá, no ralo. Passado o tempo e o susto, ela perguntou: "Onde está a barata?" "No ralo" respondi. Pois cuide em tira-la daí, que eu quero escovar os dentes. E lá fui eu tirar aquele monstro de dentro da pia. Me vesti de uma coragem antes nunca tida: Peguei um palito, futuquei o ralo, e coloquei a horrorosa, asquerosa, imunda, sórdida, infame, torpe, no papel higiênico jogando-a no lixo. Depois de muitas risadas, quem encontramos no quarto? Bingo! Isso mesmo! Outra barata! Além de uma catenga no ralo da pia da cozinha. Parecia um filme de terror e sem falar que já eram 04:30 da manhã!
Depois fomos contabilizar o saldo zoológico da festa: sem gatinhos, muitos ve...alhos e baratas a rirem de nossa má sorte.

1 comentários:

samara 26 de maio de 2010 20:25  

Aiai....vc me emociona e diverte tb.....kkkkkkkk....Bjos

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As vezes uma brisa, as vezes um livro, as vezes uma música, as vezes um sorriso, as vezes uma lágrima, as vezes tudo, as vezes nada e sempre uma contradição.